quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Por que meu pão parece um bolo?


Oi gentee!! 

Hoje é dia de tentar entender as diferenças e dificuldades de cozinhar sem glúten e leite. Vamos lá?!

A base da nossa confeitaria e panificação foi construída em cima do uso de trigo, manteiga, leite e açúcar. E quando falo nossa, não me refiro somente à brasileira, mas a mundial.

Para você ter uma ideia do negócio, existem registros do Século I a.C, onde o filósofo Cícero, todo "viajandão", encostou na Sicília e comeu um doce feito de farinha, em formato de tubo, com recheio de leite (acertou quem pensou no cannoli). Olha, isso faz tempo, viu?!

Todos nós crescemos e nos criamos em uma sociedade que usa e abusa de todos esses ingredientes. E que mal há nisso?! Nenhum, se você foi presenteado com um organismo que funciona perfeitamente diante do consumo desses alimentos.

Mas e se não?! O que fazer com os celíacos, intolerantes e alérgicos? Deixar comendo tapioca e bebendo suco pro resto da vida?! Eu adoro tapioca e suco... mas não todo dia.

Fazer um pão, um bolo, uma cheesecake ou seja lá o que for, sem glúten e sem lactose exige muita dedicação e pesquisa para fazer algo parecer o que não é. 

Sim, muitas vezes o mundo sem glúten e sem lactose vive de aparências. Tudo isso pra poder ser aceito pelo grupo como um cara legal. 

Veja bem, o açúcar ajuda a reter a umidade, a manteiga e o leite atribuem maciez, e a farinha fornece estrutura. Certo?! Beleza, agora tira tudo isso. E o ovo também!

Quando alguém se propõe a fazer uma receita sem glúten e sem leite, a partir de uma que originalmente continha esses ingredientes, está dizendo: "Gosto de viver perigosamente e vou mexer na estrutura, sabor e textura desse produto, e ainda vou deixar parecer igual porque sou ninja."

Gente, claro que nem sempre vai sair igual! Quando não for o sabor, vai ser a "cara" do negócio... 

A luta constante de quem trabalha com restrições alimentares é mostrar que a vida de uma pessoa que não consome esses alimentos (por problemas de saúde ou opção) pode ser igualmente feliz e saborosa, e que ele/ela pode comer uma outra versão de um bolo de chocolate, brigadeiro, pizza ou lasanha sem colocar sua saúde ou vida em jogo.

Certamente, você, que está lendo o post até agora, sabe disso tudo. Aliás, obrigada por ler até agora :D Sua companhia nessa jornada é muito importante! :D

Mas voltando ao assunto... E qual a vantagem de falar isso até agora?! Conscientizar. Mostrar o por quê das coisas. Fazer compreender que o diferente não é obrigatoriamente ruim ou feio. 

Lembra que antigamente se afirmava que a Terra era quadrada, e quem fosse além dos seus limites cairia num grande abismo?! Pois é... use esse parágrafo para refletir sobre o texto hehehe

Não esqueça que amanhã é dia de vídeo!

Até maiiis!! ;)

Ps: Frequentemente, pessoas que trabalham na produção de pães sem glúten se deparam com a seguinte frase: "Nossa! Mas seu pão parece um bolo." Daí a brincadeira no título :)

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