quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Especial: Farinhas sem glúten

Esse post é o primeiro da série de três, onde apresentarei a vocês algumas opções de farinhas sem glúten. Hoje falarei de 10 tipos, que são os mais fáceis de encontrar no mercado, e que também fornecem uma base muito boa para desenvolver qualquer receita.



Farinha de arroz: é o produto da moagem do arroz branco polido. Trata-se da farinha mais comum na produção de receitas sem glúten, pois possui sabor bem suave.

Farinha de arroz integral: essa farinha é rica em sais minerais, vitaminas, proteínas e fibras. Tem sabor mais forte, textura um pouco granulada que decorre da moagem do grão de arroz integral.

Fécula de batata: feito a partir de batata crua, possui alto teor de fibras e textura leve. Contribui para redução do colesterol sanguíneo e regularização do funcionamento intestinal.

Farinha de soja: depois da farinha de arroz, essa é outra opção bastante utilizada, pois pode substituir várias farinhas e possui alto teor de fibras. O ideal é fazer a combinação dela com a farinha de arroz.

Amido de milho: ideal para preparo de molhos, cremes e mingaus, tem sabor suave e é um ótimo espessante.  Deve ser usado com cautela, pois atribui consistência gelatinosa aos preparos.

Polvilho doce: pode ser usada para engrossar molhos, assim como o amido, mas também pode substituir parte da farinha de trigo na confeitaria e panificação sem alteração de sabor. Seu custo é um dos mais acessíveis.

Polvilho azedo: derivada da fécula de mandioca, esta farinha é ótima para produção de biscoitos, pães e alguns molhos.

Farinha de grão de bico: subproduto da moagem do grão de bico, tem um sabor bem acentuado que lembra as oleaginosas e por esse motivo deve ser usada apenas em pequenas quantidades. Rica em fibras, proteínas e aminoácidos, dentre eles, o triptófano, que tem por principal característica promover sensação de bem-estar.

Fubá: produto da moagem do grão de milho seco, possui texturas variadas e pode ser usado no preparo de pães, bolos e biscoitos. Rico em fibras que promovem maior saciedade e ácido fólico.

Goma Xantana: trata-se de uma goma que atua em substituição ao glúten, pois atribui às receitas as propriedades de volume, estrutura e viscosidade. É obtida por meio da fermentação natural de uma bactéria, a xanthomonas campestri. A goma dissolve-se facilmente em qualquer temperatura, e é estável em qualquer meio. Deve ser usada sempre em pequenas quantidades – entre 5% a 10%.


A principio parece muita coisa, mas com o tempo percebe-se que não é complicado adquirir parte delas. O ideal é fazer um mix com essas farinhas, brincar e desenvolver sabores de acordo com a função de cada uma e com o seu gosto pessoal.

Boa parte delas vocês encontram em supermercados. Algumas outras em lojas de produtos naturais, como o Mundo Verde, por exemplo.


É isso, semana que vem tem mais!

2 comentários:

  1. Respostas
    1. Olá!
      Ambos são sem glúten. Eu prefiro utilizar a goma xantana ou goma guar pela facilidade que tenho em encontrar, mas pelo que já estudei, o CMC vai ajudar a criar a mesma estrutura e maleabilidade que se perde quando se retira o glúten das receitas. Ele pode ser usado em bolos, tortas e biscoitos.
      O Agar Agar eu nunca testei pra essa finalidade :(

      Obrigada por comentar e volte sempre :)

      Excluir