quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Especial: Farinhas Sem Glúten III

Sorgo
Sabe o final daquele seriado incrível que você não pode perder o último episódio?! Pois é, hoje é o último dia do especial sobre tipos de farinhas sem glúten... Ahhh :( hehehe

O grande propósito dessa sequências de posts, é mostrar a diversidade de farinhas que existem para se fazer substituições à de trigo, e apresentar uma vasta gama de sabores e texturas que tiram nosso paladar do óbvio.

Vamos conhecer as últimas:

Farinha de Trigo-sarraceno: diferentemente do que o nome sugere, essa farinha não tem nenhuma relação com o trigo comum. Tem o sabor bem marcante e por isso deve ser usada em pequenas proporções. É utilizado de diversas formas: mingau, pães, panquecas, macarrão, dentre outras.

Farinha de Sorgo: tem origem na África, e se trata do 5º cereal mais importante (precedido por trigo, arroz, milho e cevada). É rico em proteínas, vitaminas, minerais, fibras e flavonóides (poderoso antioxidante). Pode ser usado em conjunto com outras farinhas para as mais diversas produções.

Farinha de Amaranto: produto da semente da planta de amaranto, possui alto nível de proteínas e cálcio. Tem coloração escura, sendo ideal para usar em produções como um bolo de chocolate, por exemplo.

Farinha de Teff: original da Etiópia, possui altos níveis de proteínas e fibras, pode ser misturada com outras farinhas. Tem sabor levemente adocicado e também pode ser um pouco mais escura, sendo ideal para bolos, cookies e pães com essa característica.

Farinha de Frutos secos: pode ser obtida através da moagem do amendoim, de amêndoas, castanha de caju, nozes, pistaches, coco ou castanha do Pará (também chamada de castanha do Brasil). Acrescentam sabor e textura macia às receitas, e têm alto valor nutritivo. 

Farinha de Maçã: esse produto é elaborado a partir de maçãs vermelhas maduras, que são desidratadas e posteriormente moídas. Possui alto teor de fibras, auxiliando a redução do apetite, do colesterol e triglicerídeos.

Farinha de Uva vermelha: é obtida através da moagem dos bagaços que restam após o preparo de sucos e vinhos. Trata-se de uma farinha rica em antioxidantes e que pode ser usada em pães, massas e barras de cereais.

Psyllium: é uma fibra solúvel, totalmente vegetal, retirada de uma planta (plantago ovata) que tem origem no Mediterrâneo. Pode ser usado em pães e bolos, pois atribui estabilidade, elasticidade e prolonga o tempo de conservação.

Psyllium 
Essas farinhas podem ser encontradas em casas cerealistas, de produtos naturais e saudáveis. E é importante destacar que, existem mais tipos de farinhas sem glúten por aí, mas quis destacar aqui as mais utilizadas e conhecidas por quem trabalha com produtos sem glúten. 

Quanto às outras que não apresentei aqui, futuramente eu farei posts citando algumas delas, como curiosidade.

Como falei em outra postagem da série, não é necessário ter em casa todas essas farinhas. Procure o que for mais acessível na sua região, e desenvolva combinações, crie o seu próprio mix de acordo com o sabor que mais lhe agrada.

Existem algumas casas e sites que vendem alguns mix de farinhas prontos. É bem prático, mas eu particularmente não curto, porque algumas possuem um sabor mais forte, e acabam deixando todas as receitas com o mesmo gosto. Mas nada impede que você faça seu próprio teste, a cozinha é um laboratório :)

Agora é só escolher suas farinhas preferidas, e mãos à obra!

Até amanhã! 

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